atéofim

A gente apanha até cair no chão. Até as pernas vacilarem ao tentarmos nos reerguer. A gente apanha figurativamente muitas vezes. E então a gente se fecha como numa bolha para nossa própria proteção, e talvez para a proteção alheia também. É assim que a gente vai vivendo, cuidando da nossa bolha e cultivando os corajosos o suficiente para se aproximarem dela.
Eis que então a gente baixa a guarda. A bolha fica vulnerável e você, se esquecendo porque diabos ficou trancafiado lá por tanto tempo, gosta. A gente se alimenta da nossa própria vulnerabilidade e ainda saboreia com um novo paladar.
O novo gosto se vai, a gente apanha mais um pouco, cria uma nova bolha e promete nunca mais deixá-la. Ou até que apareça alguém forte e persistente o suficiente para me fazer baixar a guarda mais uma vez.

Não vim até aqui pra desistir agora
Entendo você se você quiser ir embora
Não vai ser a primeira vez nas últimas 24 horas

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